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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Como Walt Disney bombardeou o Japão

A máquina de propaganda antinazista da Disney - e veja como Walt deu a receita para a vitória na 2ª Guerra.

Walt Disney desejava defender os Estados Unidos. Tentou na 1ª Guerra, mas era menor de idade e só conseguiu um posto de piloto de ambulância da Cruz Vermelha depois que o conflito acabou, em 1918. Quando a 2ª Guerra chegou, em 1939, ele já era um artista conhecido e renomado - Branca de Neve e os Sete Anões, seu primeiro longa-metragem de animação, é de 1937. Usou seu talento na produção de filmes de treinamento e propaganda. Zé Carioca, o personagem brasileiro criado por ele também, é um filho do esforço de guerra e da política de boa vizinhança americanos. Entre 1942 e 1945, Disney produziu mais de 68 horas de animação de caráter patriótico. A importância do animador para as Forças Armadas dos EUA pode ser medida de forma simbólica. A senha para a maior operação americana na 2ª Guerra, o Dia D, foi Mickey Mouse.

A participação de Disney no esforço de guerra incluía a produção de filmes de treinamento militar, de propaganda e educação para o público americano - e de libelos antinazistas. Mas não só isso. Seus desenhistas criaram mais de mil insígnias usadas por divisões das Forças Armadas. As ações dos estúdios Disney "foram uma das principais bombas que os exércitos aliados lançaram contra seus inimigos", afirma Clotilde Perez, professora da Escola de Comunicação e Artes da USP. Disney, claro, não estava sozinho. Muitos outros diretores e atores de Hollywood se engajaram na luta contra os países do Eixo depois de Pearl Harbor. Mas era difícil concorrer em popularidade - e em volume de produção - com o pai de Mickey Mouse.

O envolvimento entre Disney e o governo começou antes da entrada dos EUA na guerra. Em busca de novos mercados - mas principalmente de aliados estáveis no continente -, o presidente Franklin Roosevelt criou a chamada "política da boa vizinhança". O responsável pelo programa era o milionário Nelson Rockefeller, que alertara o presidente sobre a influência nazista na América Latina. Em agosto de 1941, Disney estava ao lado do enfant terrible Orson Welles em terras brasileiras. Welles havia acabado de lançar Cidadão Kane. Por aqui, filmou jangadeiros, investiu num roteiro sobre um garoto e seu touro, tentou um documentário chamado É Tudo Verdade... E a verdade é que nada deu certo. Ao contrário de Disney. No Rio de Janeiro, inspirado pela natureza e, dizem, pelas piadas de papagaio, criou Zé Carioca - o tipinho folgado, de guarda-chuva e gravata-borboleta, que atazanaria o Pato Donald em Alô, Amigos, de 1943.

A partir de 1942, com os EUA no front, Disney engajou-se de vez. Seus estúdios foram transformados em alojamentos e centenas de militares passaram a residir ali. Marinha, Aeronáutica e Exército requisitavam a todo momento a presença do artista para colaborar com as ações de combate. Inspirados pelos oficiais, os personagens de Disney também foram para as trincheiras. Pato Donald estrelou um filme em que mostrava aos cidadãos americanos a importância de pagar em dia os impostos. Era o dinheiro do contribuinte que financiava as atividades bélicas além-mar. Nos aviões, navios, hospitais e ambulâncias, a turma do Mickey desfilava tentando elevar a autoestima da nação. Em um dos curtas metragens, Out of the Frying Pan into the Firing Line, (Saindo da Frigideira para a Linha de Tiro), Minnie, de saia azul, avental, sapatos de salto alto vermelhos e laçarote na cabeça, está preparando ovos com bacon. Na parede, uma foto de Mickey, de farda, transcende otimismo (é a única imagem em toda a história do rato em uniforme militar). Ela está prestes a despejar gordura sobre a ração de Pluto quando o locutor de rádio interrompe a ação com um alerta às donas de casa: quem desperdiça o resto da gordura da cozinha está favorecendo os exércitos inimigos. E não é por elevar o colesterol das tropas nacionais. Minnie deve saber que a mesma gordura serve também para fazer munição. O locutor explica que se deve depositar o óleo usado em uma vasilha e congelá-lo. Quando o pote estiver cheio, um açougue identificado por um selo do governo trocará a gordura por dinheiro.

Nos meses seguintes as produções se sucederam. Em Victory Through Air Power (Vitória por Meio do Poder Aéreo), de 1943, a propaganda sutil dá lugar a um manual de como vencer o Japão por meio de bombardeios. Baseado no livro do major Alexander P. Seversky, o filme mistura desenhos e imagens para mostrar como a aviação transforma o poderio bélico e o rumo das guerras. Os traços típicos das superproduções Disney prestam-se a detalhar como é a melhor forma de bombardear países inimigos. O filme retrata a expansão das tropas de Hitler pela Europa e o ataque da Marinha japonesa à base de Pearl Harbor. Seversky ensina estratégias de de ataque, mostra mapas e projetos para bombardear indústrias bélicas do Eixo. Ele evidencia o caminho da vitória: investir em bombardeios aéreos em solo japonês.
Ninguém sabia ainda que, em agosto de 1945, o país da Disneylândia lançaria bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki.
O ponto alto das animações de propaganda de Disney são os filmes contra o nazismo. Num deles, Der Führer's Face (A Face do Führer), de 1943, Donald é funcionário de uma fábrica de munições na Alemanha e é ameaçado de morte a qualquer sinal de cansaço - e devidamente vestido de nazista, como você viu na abertura desta reportagem. Em The Hitler's Children - Education for Death (As Crianças de Hitler - Educação para a Morte), o pequeno Hans é acompanhado desde o nascimento até se tornar um nazista fanático quando jovem. Numa das sequências que parodia a lenda da Bela Adormecida (que o próprio Disney lançaria só em 1959), Hitler é um príncipe medieval que salva a donzela Alemanha da bruxa Democracia. Ao longo do filme, a Bíblia se transforma em Mein Kampf e o crucifixo cristão dá lugar à suástica - mais direto, impossível.


1. Vitória por meio do poder aéreo (Victory Through Air Power, 1943)


2. Saindo da frigideira... (Out of the Frying Pan into the Firing Line, 1942)


3. As crianças de Hitler (Hitler's Children - Education for Death, 1943)


4. Você já foi à Bahia? (The Three Caballeros, 1944)

A iniciativa americana de criar e manter alianças na América Latina foi um capítulo especial da diplomacia na 2ª Guerra. Vários países, entre os quais o Brasil, nutriam simpatia pelo nazismo. Um dos fronts da política da boa vizinhança foi a cultura. Zé Carioca é fruto disso.

(Revista Aventuras na História, março 2012)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Do caráter fundamental da guerra


“Na guerra eterna a humanidade se torna grande – na paz eterna a humanidade se arruinaria” (Adolf Hitler)

   Reduzem-se todos os sentimentos Humanos a uma só vontade que revela a voz da Natureza: a Vida. O amor, a ansiedade, o ódio, o medo, e todas as vontades Humanas nada são, mas, preâmbulos da ‘coisa’ em si, isto é, da preservação da vida. E é em virtude desse sentimento instintivo, e, portanto, irracional, de apego à vida que questões como suicídio ou a guerra – fenômenos que amiúde se sinonimizam – despertam a indignação e comoção alheia.

   Faz-se uma tarefa curiosa observar o êxito obtido por grandes oradores e líderes da História em lograr os instintos naturais Humanos persuadindo massas a guerrear em nome de uma ideologia ufanada. E é justamente o absurdo – como fenômeno filosófico, por excelência – da sujeição da própria vida perante algum motivo “maior”, que é concluído quando se discute a razão da própria guerra. Mas não só à questão da morte massiva resume-se o ilogismo da guerra, basta abandonar por um instante a lógica geopolítica e refletir a guerra filosoficamente para reconhecer sua absoluta futilidade.

   Entrementes, é necessário, numa ótica certamente antagônica à opinião comum, e, em absoluto fria, reconhecer a guerra como elemento fundamentalmente propulsor de avanços científicos e tecnológicos na História, ou seja, reconhecer os elementos de efervescência política e popular como molas de todo o desenvolvimento avançado hodiernamente, e, pois, compreender o caráter estagnante e infértil da paz em termos sociológicos.

   Não é necessária lá muita inteligência, tampouco, algum oráculo, para inferir que a relação Humana com a paz, não felizmente, permanecerá sempre no plano da Idealização, nos bulevares da literatura e da poesia; pois que o Homem é naturalmente belicoso, e que portanto – ainda que fosse possível – anular seu ethos guerreiro significaria, sobretudo, caricaturá-lo como uma aberração da Natureza. Além disto, a plena paz dos indivíduos de todas as sociedades e culturas, como ingenuamente almeja-se, coincidiria com o fim dos avanços da Humanidade, isto é, com uma inércia absoluta e inimaginável, que muito provavelmente findaria por sê-la fatal.

Agatha Prado

O Ápice da complexidade Humana


   Tão forte quanto qualquer necessidade de ordem biológica, a amizade deve ser reconhecida como fator fundamental à evolução do Homem, pois, que como subproduto do desenvolvimento da consciência, ainda em suas formas primitivas, superou os sentimentos de hostilidade natural entre os indivíduos, possibilitando, portanto, o trabalho conjunto, e, posteriormente o desenvolvimento das técnicas. Daí, juntamente ao desenvolver-se da linguagem e de seus signos, tem-se não mais um indivíduo resignado ao silêncio de seu pensamento, mas a interação de um grupo de indivíduos, formando, assim, um esquema de complexidade semelhante a de computadores em rede.

   Contudo, basta um olhar mais cético sob a dinâmica das relações de amizade atuais (mormente entre os jovens) para considerar a inutilidade absoluta dessas relações, e, descobrir na essência desse sentimento uma necessidade de “aceitação no rebanho”. O que se percebe, como um resultado disso, é a criação de um pavor pela individualidade, por toda uma geração, e, por conseguinte, o receio de pensar individualmente; adicionam-se os imperativos e padrões da mídia, e têm-se um exército de cabeças não-pensantes prensadas pela constante coerção social.

   Seria leviano, porém, desconsiderar a nobreza das amizades mais maduras, aquelas que Humanizam a inóspita gelidez dos grandes centros urbanos, aquelas que em verdade consistem em uma metafísica e exploram o potencial da razão e da emoção do Ser Humano.

   Assim, a preservação da individualidade elevada à misantropia apresenta-se como uma inteligente opção àqueles capazes de superar os instintos mais primitivos, e, a amizade como um fenômeno que exprime, sobretudo, o ápice da complexidade Humana.

Agatha Prado


sempre bom lembrar algumas datas, principalemnte, quem esta no terceiro ano ...


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Presidente sanciona sistema de cotas para universidades federais

Estive tão receoso ultimamente a ponto de ligar a televisão e buscar qualquer canal que falasse sobre a situação da aprovação ou não da lei que dá 50% de vagas de universidades federais para alunos que cursaram todo o Ensino Médio em escolas públicas. Felizmente para uns e infelizmente para outros, a lei foi sancionada pela presidente Dilma, mas ela também vetou uma lei que previa o uso do coeficiente de rendimento para o ingresso no sistema de cotas, que seria baseado na média das notas do aluno do ensino público. Com isso, o ingresso no sistema de cotas será baseado no desempenho do candidato no Enem.

Para entender melhor:


Governo Brasileiro reduz taxa de impostos sobre energia elétrica

Recentemente, em jornais, rádios e em noticiários televisivos vem se falando sobre a aprovação de um projeto para reduzir a carga tributária sobre energia elétrica em até 20%. Com isso, as contas de luz de todos os brasileiros iriam diminuir significativamente e, além disso, empresas gastariam menos dinheiro com energia e barateariam seus produtos, um grande avanço econômico que favorece tanto a população quanto as grandes, médias e pequenas empresas.
Apesar de todas essas boas notícias é especulado que os governos(tanto federais quanto estaduais ou municipais) tenham uma perda na arrecadação de impostos. Com a redução da tarifa de energia haverá uma diminuição da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. As contas de luz estão entre as principais bases de arrecadação desse imposto. Os municípios também serão afetados pois a União sofrerá consequências com a medida, devido a queda nos recolhimentos do PIS-Cofins, com isso, as prefeituras terão menos recolhimentos da Taxa de Iluminação Pública.
Todas essas medidas estão previstas para entrar em vigor em fevereiro de 2013 e as expectativas são as melhores pois a redução da conta de luz abre caminho para diminuir os custos de produção do setor e melhorar a competitividade das fábricas, além de deixar mais renda na mão dos consumidores e contribuir para frear a inflação.